"Having nothing to do, I invented my freedom..."

Eles foram tomar um cappuccino juntos e conversar. Ele quer saber como estavam as coisas, como ela estava e o que ela tem feito. Ele quer matar a saudade da voz e do sorriso dela, ele quer observar cada detalhe dela, mais uma vez. Ela vai implicar com ele e ambos irão rir por lembrar do passado. Eles irão ficar sem graça ao recordar dos apelidos, eles irão sentir saudade. Ele tem tanto para dizer a ela, tanto. 

Ele: Você não mudou nada.

Ela: Mudei sim, cresci dois centímetros. 

(Eles riram da forma mais bonita e sincronizada que se pode imaginar.)

Ele: Continua a mesma miniatura.

(Ela fez um bico, cruzou os braços e ficou fazendo aquele charme que ela fazia com maestria.)

Ele: Começou com o charminho.

(Ele ria e ela se segurava para não rir junto. Ele fez caretas e ela não manteve o charme por muito tempo, assim eles começaram a rir, na mesma sincronia. Eles continuavam a ser os dois bobos completamente apaixonados um pelo outro. Só não assumiam isso.)

Ele: Completamente bobinha.

Ela: E você, completamente idiota.

(Ele olhou para ela com uma expressão séria e sorrio.)

Ele: Você costumava não reclamar disso.

Ela: Não estou reclamando, estou contando os fatos.

Ele: Engraçadinha…

Ela: Me ama.

(Ele a olhou nos olhos e sorrio como antes ao ouvir dizê-la aquelas palavras, ele apenas respirou fundo e manteve o olhar fixo ao dela.)

Ele: Amo o jeito que você faz charminho e como sempre levanta a sobrancelha esquerda quando está prestando atenção em algo, exatamente dessa forma. Eu amo quando você fica com essa expressão séria e sorri logo em seguida. Eu amo também quando você me explica as coisas que eu não entendo e com toda a paciência que se pode ter, eu amo quando você faz caretas e ri da forma mais meiga e linda possível. Eu amo suas risadas, suas vozes, seus sorrisos, suas manias, suas implicâncias e seus costumes. Eu amo quando você começa a cantar e quando da gargalhadas no meio da música. Eu amo quando você me olha desse jeito, assustada, sem reação e não segura o sorriso por muito tempo. Você sabe como eu amo seu sorriso, só não sabe o porque… Eu amo seu sorriso porque é nele que eu vejo essa menininha toda boba, cheia de brincadeira, é nele que eu encontro essa mulher forte e segura de si. Eu amo quando você inventa apelidos. Eu amo seu ciúmes enlouquecedor e meigo, eu amo quando seu humor está praticamente impossível de aguentar, eu amo quando você briga e vem toda linda pedindo desculpas. Eu amo seu mini tamanho e sua imensa simpatia. Eu amo quando você pega no pé para fazer algo e para se cuidar, eu amo quando você diz que vai cuidar e quando pede para eu dizer que te amo, e repetir, mais uma vez, denovo… Eu amo quando você chama de tonto ou idiota por eu estar fazendo palhaçadas para você sorrir. Eu amo cada mínima parte de você e eu vou amar tudo em você durante todos os dias… De todas as escolhas do Mundo, a minha sempre será você.

(A expressão no rosto dela era de surpresa, ela engolia o choro e tudo o queria ela pular nos braços dele, o chamando de meu idiotinha.)

Ela: Não sei o que dizer…

Ele: Não precisa dizer nada, seu sorriso e seus olhos, dizem tudo… Eu te amo.

(Ela abriu o sorriso mais lindo que podia e pulou nos braços dele, o abraçando com força, para nunca mais soltá-lo.)

Ela: Eu também te amo, meu idiotinha.

Ele: Aliás, feliz onze meses minha miau mais linda do Mundo todo.

Eles foram feitos um para o outro, eles são como um quebra-cabeça, incrivelmente complicados, porém cada peça se encaixa da forma mais perfeita possível…

     Rodrigo Burger (lackofshameinface)